De « transgenre » à « princesse »
l’anatomie est-elle le destin ou est-il le S1 ?
DOI :
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i50.1232Mots-clés :
Anatomie, Destin, Corps, Politique, TraitementRésumé
À partir de deux vignette cliniques, cet article propose une retour à l’affirmation freudienne selon laquelle « l’anatomie est le destin », en reprenant cette formule à la lumière de Lacan pour repenser l’« a-na-tomie » comme un produit de l’inconscient. À travers le concept de « linguisterie », néologisme lacanien, le corps est proposé comme un savoir de l’Un, le S1 du discours de l’analyste. Un contraste est établi entre ce savoir inconscient et le savoir du discours universitaire, qui, allié au discours capitaliste, considère le sujet comme un objet de consommation. Cette analyse vise à examiner les conséquences politiques du discours contemporain, notamment pour les enfants, et à souligner la différence entre le traitement proposé par un analyste et celui offert par d’autres dispositifs cliniques et éducatifs actuels.
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