Um caso clínico
da criança generalizada ao sujeito em sua singularidade
DOI:
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i50.1192Palavras-chave:
Discurso científico-capitalista, Criança generalizada, Discurso analítico, Sujeito do desejoResumo
O caso clínico de uma criança de cinco anos de idade, levada para a análise porque não ouve e não fala, ilustra um giro discursivo do lugar que essa criança ocupa no discurso científico-capitalista – objeto de estudo, “criança generalizada” – para o lugar que ela passa a ocupar no discurso do analista – sujeito do desejo, capaz de sustentar a sua singularidade. O caso clínico evidencia que no discurso da ciência – instituído no discurso universitário – o saber, agente do poder e da dominação, incide sobre o outro, lugar que essa criança ocupa como objeto a, objeto da ciência, objeto do gozo do Outro, criança objetalizada, “criança generalizada”; mas, o discurso do analista desloca a criança até então cristalizada no lugar de objeto a para o lugar de sujeito, desvelando que para-além da maturação do organismo humano está o sujeito do inconsciente, que subjetiva, que dá uma significação própria, singular, aos fenômenos do seu corpo.
Downloads
Referências
Freud, S. (2005). El interés por el psicoanálisis. In S. Freud. Obras completas Sigmund Freud (Vol. 13, pp. 165-178). Buenos Aires: Amorrortu. (Trabalho original publicado em 1913)
Lacan, J. (1991). O seminário, livro 7: a ética da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1959-1960)
Lacan, J. (2003). Alocução sobre as psicoses da criança. In J. Lacan. Outros escritos (pp. 359-368). Rio de Janeiro: Jorge Zahar (Trabalho original publicado em 1967)
Malraux, A. (1968). Antimemórias. São Paulo: Difusão Europeia do Livro.
Wordsworth, W. (1802). My heart lips up. Recuperado de https://poets.org/poem/my-heart-leaps
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista de Psicanálise Stylus

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Ao encaminhar os originais, os autores cedem os direitos de publicação para STYLUS.
Os autores assumem toda responsabilidade sobre o conteúdo do trabalho, incluindo as devidas e necessárias autorizações para divulgação de dados coletados e resultados obtidos, isentando a Revista de toda e qualquer responsabilidade neste sentido.
