A entrada na Escola, ou desmembrar-se
DOI:
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1303Palavras-chave:
Escola, Transferência de trabalho, Formação do analista, PsicanáliseResumo
Para os que tomam a psicanálise como causa, a Escola pode ser um lugar de destino para o saber furado. Não se trata, porém, de algo da ordem de um “quero estar aí”, de um “quero fazer parte disso”. Não se trata nem de um querer, nem de um “chegou a hora de entrar na Escola porque já fiz isso, isso e isso”. Trata-se, sim, de algo que se impõe ao sujeito porque é chegado o momento de conclusão de uma construção que tem como saldo a instalação da lógica de Escola. Mas que momento é esse, o da entrada na Escola? E de que lógica se trata? São essas as questões que pretendemos desenvolver neste trabalho. Sabemos que o que orienta em direção à Escola é o discurso analítico. Discurso esse que dá lugar ao real e inclui o furo no saber. É porque há esse furo, e a partir justamente desse furo, que é possível autorizar-se, fazer laço e um trabalho de Escola. Ou seja, a lógica de Escola implica uma relação outra com o saber e também um tipo específico de laço. Esse laço de Escola, chamado transferência de trabalho, torna possível a articulação entre a enunciação singular e um trabalho coletivo, permitindo que se mantenha aberta e viva uma questão fundamental à formação: “o que é um analista?”.
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Referências
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