“Maldito seja Copérnico!”

notas sobre a formação do analista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1293

Palavras-chave:

Formação, Impossível, Inconsciente, Modernidade

Resumo

O presente artigo propõe uma reflexão sobre a formação do analista a partir dos efeitos da modernidade na experiência subjetiva, tomando como fio condutor a figura literária de Mattia Pascal, de Luigi Pirandello. O texto interroga a posição do analista diante da falha de garantias ontológicas que atravessa o sujeito contemporâneo. A partir de referências centrais da obra de Jacques Lacan, especialmente no que concerne ao estatuto do inconsciente, da repetição, da contingência e do impossível, sustenta-se que a experiência analítica não se orienta pela restituição de um sentido último nem pela recomposição de uma imagem estável do ser. Ao contrário, trata-se de sustentar, na clínica, a hiância própria da linguagem e os efeitos do real que dela advêm. Nesse contexto, a formação do analista é pensada menos como acúmulo de saberes e mais como elaboração de uma posição ética capaz de não ceder à exigência contemporânea de sentido, explicação e fechamento. O artigo defende que extrair um possível do impossível não implica resolver o impasse estrutural do sujeito, mas sustentar as condições para que algo possa advir sem garantia, sem antecipação e sem a promessa de completude.

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Referências

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Publicado

30-06-2026

Como Citar

Pinheiro, C. (2026). “Maldito seja Copérnico!”: notas sobre a formação do analista. Revista De Psicanálise Stylus, 1(52), pp. 37–47. https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1293

Edição

Seção

TRABALHO CRÍTICO COM OS CONCEITOS