A formação do analista

do algo(z)ritmo ao aguçoso ritmo da po-ética repentista

Autores

  • Isabela Cristina Batista Ledo Carapeto Membro do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo e da EPFCL-Brasil

DOI:

https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1284

Palavras-chave:

Formação do analista, Era digital, Psicanálise, Poética, Transmissão

Resumo

O ensino lacaniano é atravessado por um esforço na criação de estratégias para que a formação do analista não se sufoque em câmaras de eco. Tal desafio parece se redobrar nesta era de algo(z)ritmo, em que os mecanismos de fechamento da linguagem, com suas bolhas auto ritualizadas, se tornam ainda mais perversos e afetam nossos modos de fazer laço e de produzir saber. Do empuxo à tecnificação da experiência, via “produção de conteúdo”, uma resposta pela via da “produção de uma forma” singular, ética, no laço, ainda pode ser a velha novidade mais potente. Se as análises têm seus fins, mas a formação permanece, como organizá-la de modo a recriar condições para que possamos seguir atravessados pela experiência, e não para que produzamos senhores dela? Como um analista pode, do imperativo do prescrito, fazer surgir o escrito em sua função, como uma espécie de meio de transporte, por onde uma língua viva, tem a chance de fazer um saber móvel viajar? Para dar tratamento a estas questões, o trabalho avança na aposta de como saberes da oralitura, tal qual a poética repentista, podem ensinar sobre uma posição ética de abertura ao Real da língua, que interessa à formação analítica. Do algoz ritmo ao ritmo aguçoso da poética repentista, do repetir ao repentiar, são passagens que se desdobram para tentar dizer de como uma formação organizada em torno de um exercício de uma sensibilidade pode nos abrir mais chances de romper com as artimanhas claustrofóbicas da algoritmização do saber destes tempos.

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Publicado

30-06-2026

Como Citar

Batista Ledo Carapeto, I. C. (2026). A formação do analista: do algo(z)ritmo ao aguçoso ritmo da po-ética repentista. Revista De Psicanálise Stylus, 1(52), pp. 11–17. https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1284

Edição

Seção

TRABALHO CRÍTICO COM OS CONCEITOS