A formação do analista na era digital

reflexões sobre a falta e o tempo do inconsciente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1278

Palavras-chave:

Formação do analista, Hiperconectividade, Falta, Tempo lógico, Desejo do analista

Resumo

O artigo analisa como a formação do analista se transforma diante da lógica contemporânea marcada pela aceleração, pela hiperconectividade e pela intolerância à falta. Examina como o tempo lógico da psicanálise, presente em Freud e desenvolvido por Lacan, entra em tensão com o tempo acelerado da cultura digital. Mostra que a formação exige trabalhar no regime da lentidão, da elaboração e da experiência interna, enquanto a época promove pressa, eficiência e respostas imediatas. Discute também como a experiência da falta, fundamental para o desejo e para a posição analítica, é ameaçada pela cultura do excesso que busca eliminar o vazio e sustentar satisfações contínuas. Além disso, analisa o desejo do analista na era digital, destacando o desafio ético de não ceder ao imperativo da hiperresposta e de sustentar o silêncio como operação clínica. Conclui que formar analistas hoje implica preservar o fundamento ético da psicanálise e criar espaços de resistência diante da lógica atual, permitindo que a fala, o desejo e o tempo possam se inscrever.

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Publicado

30-06-2026

Como Citar

Ferreira Vargas, R. (2026). A formação do analista na era digital: reflexões sobre a falta e o tempo do inconsciente. Revista De Psicanálise Stylus, 1(52), pp. 57–63. https://doi.org/10.31683/stylus.v1i52.1278

Edição

Seção

TRABALHO CRÍTICO COM OS CONCEITOS