Miguilim
um olhar para Expe-dito
DOI:
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i51.1230Palavras-chave:
Criança, Angústia, Corpo, Significante, OutroResumo
A literatura é uma arte que utiliza a palavra como matéria-prima. Tanto a literatura quanto a psicanálise instigam seus leitores a ler e reler um mesmo texto, levando-os, a cada momento, a descobrir novos significados e sentidos. Este trabalho tem como objetivo abordar alguns comentários sobre a novela poética “Miguilim”, de Guimarães Rosa. A linguagem oral regional, rica e ingênua do sertanejo, é filtrada pelo recriar sofisticado desse autor. As considerações deste trabalho são tecidas entre o texto e a teoria psicanalítica. Guimarães Rosa instaura poeticamente essa novela, captando um sertão. É nesse sertão que a particularidade de uma criança míope de oito anos, nos é apresentada. O sintoma da criança não pode ser generalizado. A história de Miguilim faz-se no tempo. Sabemos que o inconsciente é atemporal e que há muitos sintomas infantis possíveis. A questão de Miguilim gira em torno da angústia, a ponto de padecer do corpo. Assim, o corpo, marcado por significantes, é um corpo que vai além do desejo. O desejo é justamente um limite ao gozo; ele o interdita, não permitindo que o gozo ultrapasse determinados limites. Em meio às viagens e tempestades, o protagonista mirim vai se constituindo. É seu irmão preferido, Dito-Expedito, que o ajuda nessa travessia. A morte – encontro com o real – percorre toda a obra. O personagem mirim caminha para o desembaraço.
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