O tratamento da angústia por meio da fantasia e do delírio
DOI:
https://doi.org/10.31683/stylus.v1i49.1167Palavras-chave:
Delírio, Neurose, Psicose, Angústia, FantasiaResumo
Este artigo propõe que o tratamento psicanalítico incide sobre os modos que cada sujeito estabeleceu para tratar a angústia derivada de seu encontro originário com o real. Mais especificamente, discute-se que essas respostas estão ligadas à estrutura de cada sujeito e que o trabalho analítico se dará no âmbito da fantasia, nos casos de pacientes neuróticos, e no âmbito do delírio, nos casos de psicóticos. Para sustentar a noção de que a angústia é um sinal do encontro originário com o real, mostra-se como Lacan deu consequências à segunda teoria freudiana da angústia, a qual não mais a considera como um derivado da repressão, mas como reação a um perigo percebido como real. Para demonstrar as diferenças entre as estratégias neurótica e psicótica de tratar a angústia, o trabalho compara dois casos clínicos: um, no qual a interrogação de uma mulher neurótica sobre sua posição fantasmática lhe permite deixar uma posição queixosa para entrar em análise, e outro, no qual um paciente psicótico formula um delírio que lhe permite não ser mais tão intensamente assaltado pela angústia, podendo sustentar melhor seu desejo.
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Referências
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