A arte da e(s)quivocação ou a arte de se esquivar pelo equívoco

  • Julia A. Minaudo
Palavras-chave: Nome próprio, laço, diplomacia

Resumo

Propõe-se jogar com a palavra equivocação, agregando-lhe um “s” e transformando-a em e(s)quivocação, para trabalhar a relação entre o som e sua semelhança com o sentido e de como aquilo que é equivocado permite a abertura de uma cisão a que chamaremos de diplomática. São pontuados os alcances que esta divisão tem no sujeito e no laço social, tomando-se vários exemplos, um caso clínico, o caso Joyce, e o próprio Lacan no Seminário 23. São propostos alguns questionamentos: Como são os laços que sustentam o artista e o espectador, o louco e o Outro? O que os provoca? Como se articulam, simultaneamente, o próprio do nome e o laço?

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Biografia do Autor

Julia A. Minaudo

Formada em psicologia pela Universidade de Buenos Aires, trabalha atualmente como psicanalista, é professora e pesquisadora na UBA nas disciplinas de Psicologia e Clínica de Adultos. Membro do FARP (Foro Analítico de Rio da Prata) e da EPFCL (Escola da Internacional dos Foros do Campo Lacaniano). Trabalha na equipe de Interconsulta do Hospital das Clínicas de Buenos Aires. É integrante da equipe de Internação e coordena grupos terapêuticos no INEBA (Instituto de Neurociências de Buenos Aires). Publicou diversos artigos sobre psicanálise, apresentados em diferentes contextos.

Referências

FREUD, S. (1905). El chiste y su relación con lo Inconsciente. Buenos Aires: Ed.
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GRAVES, R. Los mitos griegos. Buenos Aires: Ed. Ariel, 2007.
LACAN, J. (1955-56). O seminário, livro 3: As psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
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_______. (1975-76). O seminário, livro 23: O sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Ed., 2007.
SOLER, C. Lacan, lo inconsciente reinventado. Buenos Aires: Ed. Amorrortu,
2013.
Publicado
2016-06-23
Como Citar
Minaudo, J. A. (2016). A arte da e(s)quivocação ou a arte de se esquivar pelo equívoco. Revista De Psicanálise Stylus, (32), pp. 157-162. https://doi.org/10.31683/stylus.vi32.630